ATLÉTICO CLUBE DIANA
Versão principal (1956)
Versão alternativa
Informações gerais
Fundação e Origens: O Clube do Loteamento Diana
O Atlético Clube Diana foi fundado no dia 8 de julho de 1955 no bairro de Campo Grande, Zona Oeste do Rio de Janeiro. O clube surgiu juntamente com o loteamento que levava o mesmo nome, no contexto da expansão urbana que caracterizou a região na década de 1950.
A figura central na fundação do clube foi Quintino Borges, jovem administrador do loteamento Diana. Admirador do bom futebol, Quintino não apenas cedeu um espaço para que fossem construídas a sede e o campo do clube, como também apoiava financeiramente a agremiação e marcava presença em todos os jogos. Por sua dedicação, tornou-se o fundador e primeiro presidente do Atlético Clube Diana.
A sede do clube foi estabelecida na Rua Spinoza, nº 403, no coração do loteamento Diana, em Campo Grande. O local tornou-se um ponto de encontro para a comunidade, não apenas para a prática esportiva, mas também para eventos sociais, bailes e shows que marcaram época na região.
As Cores: Azul Celeste e Branco — O Alviceleste de Campo Grande
O Atlético Clube Diana adotou como cores oficiais o azul celeste e o branco, sendo conhecido como o "Alviceleste de Campo Grande" ou "Alvianil Celeste".
O clube possui duas versões conhecidas de seu escudo. A versão principal, descoberta pelo pesquisador Sérgio Mello em uma edição da Gazeta de Notícias de 1956, apresenta um design clássico com as iniciais "ACD". A versão alternativa, também preservada em acervos digitais, exibe um formato ligeiramente diferente, com as iniciais do clube em destaque. Ambas as versões refletem as cores oficiais alvicelestes da agremiação.
O uniforme alviceleste do Diana provavelmente consistia em camisa azul celeste com detalhes brancos, calção azul ou branco, e meias azuis — uma combinação que distinguia o clube entre as agremiações da Zona Oeste carioca.
Campo Grande: O Maior Bairro do Rio de Janeiro
Campo Grande é o maior bairro do município do Rio de Janeiro em extensão territorial e um dos mais populosos, localizado na Zona Oeste da cidade. Seu nome remonta ao período colonial, quando a região era uma vasta planície utilizada para pastagem de gado — daí o nome "Campo Grande".
O desenvolvimento do bairro foi impulsionado pela inauguração da Estação Ferroviária de Campo Grande em 1878, como parte do Ramal de Santa Cruz da Estrada de Ferro Central do Brasil. A ferrovia conectou a região ao Centro da cidade, atraindo moradores, comércio e indústrias. Na década de 1950, quando o Atlético Clube Diana foi fundado, Campo Grande vivia um intenso processo de loteamento e expansão urbana, com o surgimento de novos bairros e comunidades.
No contexto esportivo, Campo Grande foi berço de importantes clubes do futebol carioca. O Campo Grande Atlético Clube (fundado em 1940), conhecido como "Campusca" ou "Galo da Zona Oeste", é o principal clube da região e grande rival do Diana. O bairro também abrigou o Campo Grande Athletic Club (1908), o Paladino Football Club (1915) e outros clubes amadores que contribuíram para a rica tradição futebolística da Zona Oeste.
O loteamento Diana, que deu nome ao clube, foi um dos muitos empreendimentos imobiliários que transformaram a paisagem de Campo Grande na segunda metade do século XX. O Atlético Clube Diana nasceu como parte desse movimento, oferecendo lazer e identidade para os novos moradores da região.
Trajetória Esportiva: Os Anos no Departamento Autônomo
O Atlético Clube Diana disputou por muitos anos o Departamento Autônomo (DA) da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ). O DA era a competição que organizava o futebol amador e as divisões inferiores do Campeonato Carioca, sendo o palco onde os clubes suburbanos brilhavam.
Durante sua trajetória no DA, o Diana construiu uma reputação respeitável, enfrentando outros clubes tradicionais da Zona Oeste e da Zona Norte do Rio de Janeiro. O clube era conhecido por revelar talentos locais e por sua torcida apaixonada, que lotava o campo da Rua Spinoza nos dias de jogos.
O time-base de 1956, primeiro ano completo de atividades do clube, foi preservado graças aos registros da Gazeta de Notícias. A escalação contava com: Valdir no gol; Elsen (Piabussú) e Wilson na defesa; Barbosa (Ito), Adelson (Dalmo II) e Leôncio no meio-campo; e Juarez (Peçanha), Jorge, Cavalcanti, Tião e Ivo no ataque.
Em 29 de dezembro de 1955, o jogador Sylvio Torres, do Atlético Clube Diana, conquistou o prestígio só Prêmio Belfort Dua
Somente em 2007, após décadas atuando no futebol amador, o Atlético Clube Diana decidiu se profissionalizar e participar do Campeonato Carioca da Série C (equivalente à Terceira Divisão). A campanha foi razoavelmente boa: o clube conseguiu chegar à terceira fase do campeonato, demonstrando que tinha condições de competir em nível profissional. Naquela temporada, o Diana enfrentou seu grande rival, o Campo Grande Atlético Clube, em dois confrontos memoráveis. O primeiro jogo ocorreu em 22 de agosto, com vitória do Campusca por 3 a 2. No segundo encontro, em 15 de setembro, nova vitória do Campo Grande, desta vez por 1 a 0. Apesar das derrotas no clássico, a participação na Série C marcou o ponto alto da trajetória profissional do Diana. No ano seguinte, em 2008, o clube se licenciou das competições profissionais e não mais retornou aos gramados oficiais da FERJ. O Diana permaneceu como entidade social, mantendo sua sede na Rua Spinoza e continuando a promover eventos para a comunidade de Campo Grande. O Campo Grande Atlético Clube (Campusca) é o grande rival do Atlético Clube Diana. Fundado em 1940, o Campusca é o clube mais tradicional da Zona Oeste carioca, tendo conquistado a Taça de Prata de 1982 (equivalente à Série B do Campeonato Brasileiro) e disputado a elite do futebol brasileiro em 1979 e 1983. Os confrontos entre Diana e Campo Grande mobilizavam a comunidade local e eram aguardados com expectativa pelos moradores da região. O clássico opunha o clube do loteamento Diana, mais modesto e comunitário, ao gigante da Zona Oeste, criando uma rivalidade que, embora desigual em termos de conquistas, era carregada de paixão e identidade local. A rivalidade entre os dois clubes reflete a própria diversidade do futebol em Campo Grande: de um lado, o Campusca, com sua história de glórias nacionais e estádio próprio (o Ítalo Del Cima); do outro, o Diana, representando os loteamentos e as novas comunidades que surgiram com a expansão urbana da segunda metade do século XX. Ambos os clubes são parte fundamental da rica tapeçaria do futebol da Zona Oeste carioca. O Atlético Clube Diana fez parte da rica tradição do futebol amador carioca, participando ativamente do Departamento Autônomo (DA). O DA foi a competição que organizou o futebol amador e as divisões inferiores do Campeonato Carioca por décadas, sendo o palco onde clubes suburbanos como o Diana podiam brilhar e revelar talentos. O Departamento Autônomo era uma verdadeira instituição do futebol carioca, congregando dezenas de clubes de bairro que não tinham condições de competir no profissionalismo. Clubes como o Diana, o Confiança, o Engenho de Dentro, o Oriente e tantos outros construíram suas histórias nas competições do DA, formando atletas e mantendo viva a paixão pelo futebol nos subúrbios do Rio de Janeiro. A participação do Diana no DA por tantos anos demonstra a resiliência e a importância do clube para a comunidade de Campo Grande. Mesmo sem o glamour dos grandes estádios, o Diana cumpriu — e ainda cumpre, como entidade social — um papel fundamental na vida esportiva e cultural da Zona Oeste carioca. Embora o Atlético Clube Diana não tenha conquistado títulos de grande expressão, seu legado permanece como parte importante da história do futebol da Zona Oeste e do bairro de Campo Grande. O clube representa uma era em que os loteamentos e as novas comunidades que surgiam com a expansão urbana do Rio de Janeiro criavam seus próprios times de futebol, suas próprias cores e sua própria identidade. A existência do Atlético Clube Diana está documentada em registros históricos do Departamento Autônomo, em jornais da época (Gazeta de Notícias), e em sites especializados como o "História do Futebol" (mantido pelo pesquisador Sérgio Mello) e o "Futebol Nacional". O escudo alviceleste do clube foi preservado em duas versões, mantendo viva a memória visual da agremiação. O Prêmio Belfort Duarte conquistado por Sylvio Torres em 1955 é um testemunho dos valores de disciplina e fair play que o Diana cultivava. A profissionalização em 2007 e os confrontos com o rival Campo Grande demonstram que o clube, mesmo modesto, tinha ambições e capacidade de competir em nível mais elevado. Hoje, o Atlético Clube Diana permanece ativo como entidade social na Rua Spinoza, 403, mantendo viva a chama da paixão pelo futebol que caracterizou os loteamentos de Campo Grande na segunda metade do século XX. O clube é um testemunho da importância dos clubes de bairro na construção da identidade comunitária e na popularização do esporte no Rio de Janeiro. Pesquisa realizada em abril de 2026. Cores oficiais do Atlético Clube Diana: Azul Celeste (#0a4a7a) e Branco (#FFFFFF) — o "Alviceleste de Campo Grande". A Profissionalização e a Série C de 2007
A Rivalidade com o Campo Grande Atlético Clube
Linha do Tempo do Atlético Clube Diana
O Futebol Amador Carioca e o Departamento Autônomo
Legado e Memória
Dados Complementares
8 de julho de 1955 (70 anos)
Azul Celeste e Branco (Alviceleste)
Rua Spinoza, 403 – Campo Grande, Rio de Janeiro/RJ
Quintino Borges (administrador do loteamento Diana)
Campo Grande Atlético Clube (Campusca)
Valdir; Elsen, Wilson; Barbosa, Adelson, Leôncio; Juarez, Jorge, Cavalcanti, Tião, Ivo
Sylvio Torres – Prêmio Belfort Duarte (1955)
Campeonato Carioca Série C – 2007 (14º lugar)
Duas versões preservadas em acervos digitais
Zona Oeste – Campo Grande (Loteamento Diana) Bibliografia e Fontes Consultadas
Fundado em 8 de julho de 1955 no loteamento Diana, em Campo Grande, Zona Oeste do Rio de Janeiro, o Atlético Clube Diana foi uma agremiação que adotou as cores azul celeste e branco, sendo conhecido como o "Alviceleste de Campo Grande". Seu fundador e primeiro presidente foi Quintino Borges, administrador do loteamento que cedeu o terreno para a sede e o campo na Rua Spinoza, 403. O clube disputou por décadas o Departamento Autônomo (DA) da FERJ. Em 29 de dezembro de 1955, o jogador Sylvio Torres conquistou o Prêmio Belfort Duarte. O time-base de 1956 foi preservado: Valdir; Elsen, Wilson; Barbosa, Adelson, Leôncio; Juarez, Jorge, Cavalcanti, Tião, Ivo. Em 2007, profissionalizou-se e disputou a Série C do Campeonato Carioca, chegando à terceira fase e enfrentando seu grande rival, o Campo Grande Atlético Clube. Licenciado desde 2008, permanece ativo como clube social. O Diana possui duas versões conhecidas de seu escudo, ambas preservadas em acervos digitais. O clube é um testemunho da importância dos clubes de bairro na construção da identidade comunitária da Zona Oeste carioca.
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